Uso de Bebida e Fumo nos Terreiros de Umbanda
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Nas obras de Mestre Ramatís (especialmente as psicografadas por Hercílio Maes e Norberto Peixoto), o uso de bebidas e fumo nos terreiros de Umbanda é abordado sob uma perspectiva estritamente terapêutica e magnética, e não como um hábito social ou vício.
Ramatís esclarece que esses elementos são condensadores energéticos e ferramentas de manipulação etérica utilizadas pelas entidades para trabalhos específicos no plano astral.
O Uso do Fumo (Tabaco)
Segundo Ramatís, o fumo é um poderoso elemento de limpeza:
Descarrego Magnético: A fumaça atua como um dispersor de energias pesadas. Ao ser baforada pela entidade através do médium, ela "desintegra" as larvas astrais e miasmas que estão impregnados na aura do consulente ou no ambiente do terreiro, afastando também obsessores e presenças oportunistas.
Combustão de Ectoplasma: O fumo ajuda na queima de fluidos inferiores, servindo como um "filtro" e cauterizador espiritual durante os atendimentos.
2) O Uso da Bebida (Álcool)
Ramatís explica que o álcool (geralmente marafo, cerveja ou vinho) funciona como um solvente fluídico:
Assepsia Espiritual: É utilizado para desintegrar formas-pensamento negativas e densas que resistem a outros métodos de limpeza.
Fixar Oferendas: Em certos casos, o álcool serve para expandir e "fixar" etericamente determinadas oferendas (vibrações) ou para o descarrego imediato de energias absorvidas pelo médium durante os atendimentos.
3) Alertas e Condições
Embora estabeleça os fundamentos do uso ritualístico, Ramatís é enfático sobre os perigos e abusos:
Proibição do Vício: O mestre condena o uso desses elementos por satisfação pessoal do médium. Se o médium sente prazer ou necessidade física de beber ou fumar durante o trabalho, a sintonia é prejudicada e a manifestação pode ser anímica (interferência do próprio médium).
Preceito e Abstinência: Ramatís recomenda que o médium mantenha a maior disciplina possível fora do terreiro, evitando o álcool e o tabaco no dia a dia para não criar "brechas" energéticas que prejudiquem a conexão com os guias.
Evolução da Prática: Em obras como Elucidações de Umbanda, o Mestre sugere que, com a evolução espiritual e técnica dos consulentes e médiuns, o uso de elementos materiais (como fumo e álcool) poderá ser gradualmente substituído por manipulações puramente mentais e fluídicas.




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