Exu Faz o Mal? Orixá ou Entidade?
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Mestre Ramatís, na obra Umbanda Pé no Chão, apresenta uma visão técnica e espiritualista sobre a figura de Exu, diferenciando a força cósmica (Orixá) dos espíritos que trabalham nessa vibração (entidade).
Exu Orixá: Emanação da Consciência Cósmica. Para Ramatís, o Orixá Exu não é um espírito humano, mas uma potência cósmica que atua no equilíbrio do universo.
Agente Organizador: Ele é descrito como o responsável por manter o equilíbrio universal.
Executor da Lei Divina: Atua como o executor das leis ordenadoras do Cosmos, sendo o poder de realização que propicia que os outros Orixás possam se comunicar em todas as esferas ou sub planos vibratórios.
Neutralidade: Diferente da visão popular, o Exu Orixá não faz o mal, pois é neutro e “reage” de acordo com a ética universal, retificando ações incorretas, independente de ser cultuado, doa a quem doer. Por isto, é incompreendido.
Exu Entidade: O Trabalhador do Astral
As entidades Exu (como Tranca-Ruas, Marabô, Caveira,…) são espíritos humanos em processo de evolução que escolheram ou foram designados para trabalhar nas "zonas de sombra".
Missão Espiritual: Ramatís explica que esses espíritos atuam como verdadeiros "guardiões do astral".
Hierarquia: Eles são subordinados ao Orixá Exu. São espíritos que possuem grande conhecimento de ciência e magia, o que lhes permite transitar em planos onde espíritos mais "sutis" (como Caboclos ou Pretos-Velhos) teriam dificuldade de atuar.
Evolução pelo Trabalho: O trabalho na Umbanda é a forma como essas entidades resgatam seus próprios débitos passados, transformando energias desequilibradas em forças produtivas.
Ramatís enfatiza que a confusão entre o "Orixá" e a "Entidade" gera muitos preconceitos. Enquanto o Orixá é uma emanação divina imutável e perfeita, a Entidade é um irmão desencarnado que utiliza a "roupagem" e a força desse Orixá para realizar o bem e proteger os médiuns contra ataques obsessores.
Ramatís




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