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Esquema do Universo do Uno: Akasha Parabrahman

  • há 7 horas
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Nesta primeira parte, nos propomos a explicar por que a ‘chave genética’ especificamente, permite o encadeamento do Espírito no Pasú. Mas, para entender isto é necessário indagar previamente sobre a natureza psíquica do pasú, chegamos assim a um dos objetivos ao que nos tínhamos proposto no começo das postagens.


Vamos descrever agora a primitiva constituição psíquica do pasú, mas falaremos em relação à ordem arquetípica da qual este é tributário. Isto faz-se necessário, pois determina o marco de referência da dita ordem arquetípica e isso não se pode fazer de melhor maneira do que o descrevendo com o próprio Sistema Análogo empregado até aqui: a estrutura básica do Universo do Uno, quer dizer, do ‘mundo’ que os espíritos encontraram ao atravessar a origem.


Imaginemos uma circunferência delimitando o universo finito, um plano material, região criada pelo Uno.


O Plano Material representa a parte concreta do Plano Cósmico. Pode-se dizer que ‘até ali ou para ali’ se dirige o sentido da evolução. A matéria deste plano é aquela capaz de preencher todas a forma possíveis, de maneira tal que, no conjunto de entes, há que figurar em um extremo a matéria mais grosseira dos sólidos e no outro as formas mais sutis de energia psíquica, passando por todas as densidades intermediárias, incluindo os planos etéreos ou dévicos da vida elemental.


Há que se entender assim, que o centro, ou região central da referida área, é a zona de maior densidade da matéria, a qual vai se tornando cada vez mais leve para a circunferência limitante. Esta circunferência, assinalada na figura abaixo como Plano Arquetípico, corresponde ao que denominamos algumas vezes Inconsciente Coletivo Universal, mas que na Índia e no Tibete, na ciência do Grande Alento costumam chamar de Akasha Parabrahmico e ao qual atribuem ser depósito das ideias ou Arquétipo da Mente Divina. Com efeito, através do Plano Arquetípico se manifesta a Vontade do Demiurgo, quer dizer, flui o tempo transcendente, que é a Sua Consciência, ou, como diriam na Índia, “o alento de Parabrahman impulsiona a manifestação das formas potenciais do Akasha”. A fluência do tempo, desde o Plano Arquetípico, para a Matéria, é um ato plasmador e ordenado pelo qual existe todo ente e pelo qual todo ente tende para alguma perfeição enteléquial* (1).


O Plano Material é assim em um mundo de dinamismo borbulhante, no qual não há lugar para a quietude, que não seja a título de um referencial detido com respeito a algo que se moveu. Um mundo tal é puramente fenomênico, sujeito a processos temporais, quer contínuos, quer discretos, que ultrapassam, em todo caso, a capacidade de tempo: passado, presente e futuro. A apreensão de um fenômeno no momento presente do conhecer, implica ter surpreendido este em uma fase de seu processo, np qual foi captada só uma aparência fugaz, percebida uma imagem de uma série possível. Conhecido, enfim, só um aspecto da sua verdade.


Um mundo tal, então, frente à impotência sensorial humana para apreender o fenômeno em seu processo, parece ter sido especialmente projetado para produzir ilusões insuperáveis.



Notas:

*Entelequial (1) - Entelequia[1] ou enteléquia[2] (do grego ἐντελέχεια, transl. entelékheia, de en, 'dentro' + telos, 'finalidade': entelos, 'finalidade interior' + echein,‘ter’; pelo latim entelechīa-), na filosofia aristotélica, é a realização plena e completa de uma tendência, potencialidade ou finalidade natural, concluindo um processo transformativo de todo e qualquer ser animado ou inanimado do universo. É o ser em ato, isto é, plenamente realizado, em oposição ao ser em potência. Aristóteles fala de 'enteléquia' em contraposição à teoria platônica das ideias e defende que todo ente se desenvolve a partir de uma causa final interna a ele — e não, como afirmava Platão, por razões ideais externas. Enteléquia seria portanto a tensão de um organismo para se realizar segundo leis próprias, passando da potência ao ato.[3] A palavra foi também usada por Leibniz para significar as substâncias simples, as mônadas criadas.


SH


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